O que te digo é simples
Mas a meu ver
Aquilo que te disse
Terei de voltar a dizer.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Viagem
Foram barcos de papel
Que tu soltaste no rio
Esperando que algum batel
Se aguentasse por um fio
Foi quando embarcaste
Nesse teu futuro incerto
Em que enfim, pensaste
Que o teu rumo seria correcto
Caíste à àgua
Como seria de esperar
Nesses teus barquinhos de mágoa
Uma lágrima para os afundar.
Ou pensavas que partirias
Sem vontade de voltar
Que sempre caminharias
Para ao continuar
Regressar para de onde viste
Nesse teu barco de papel
Esse rio onde encolheste
O mundo num batel
Pensaste que eventualmente
Chegarias para ficar
Quando eternamente
Nenhum rumo podes tomar
Mas agora que te abraço
Que nos meus braços te tenho
Que já não tenho este baraço
Já sabes que sempre venho.
Que tu soltaste no rio
Esperando que algum batel
Se aguentasse por um fio
Foi quando embarcaste
Nesse teu futuro incerto
Em que enfim, pensaste
Que o teu rumo seria correcto
Caíste à àgua
Como seria de esperar
Nesses teus barquinhos de mágoa
Uma lágrima para os afundar.
Ou pensavas que partirias
Sem vontade de voltar
Que sempre caminharias
Para ao continuar
Regressar para de onde viste
Nesse teu barco de papel
Esse rio onde encolheste
O mundo num batel
Pensaste que eventualmente
Chegarias para ficar
Quando eternamente
Nenhum rumo podes tomar
Mas agora que te abraço
Que nos meus braços te tenho
Que já não tenho este baraço
Já sabes que sempre venho.
Arrependimento
Eu morri no outro dia
Só para de novo morrer
E de novo morreria
Se me servisse para viver
Eu vivi tudo o que tinha
Sem vontade de ter vida
Quando a morte já era minha
E a vida não vivida.
Só para de novo morrer
E de novo morreria
Se me servisse para viver
Eu vivi tudo o que tinha
Sem vontade de ter vida
Quando a morte já era minha
E a vida não vivida.
domingo, 22 de agosto de 2010
Medo
Quando algo te leva a perder
Alguém por quem penses
Trocado por prazer
O que sentes?
Quando foges para a solidão
Perdendo toda a noção
Em qualquer mundo que inventes
O que sentes?
Quando te perdes e vais
Para o cume que não alcanças
Voando demais
Porque não descansas?
Oh, liberta-te da tua depressão
Vem e dá-me a mão
Sou um ansiolítico empenado
Toma-me com cuidado
Sou eu total emoção
Para a tua sorte suja
Mas lavo o coração
Sou a lixívia cuja
Emolção tu tomaste
Lavando o que penses
Toldando o que sentes
Pois me mastigaste
Sou a Arte
Que nunca ousaste.
Alguém por quem penses
Trocado por prazer
O que sentes?
Quando foges para a solidão
Perdendo toda a noção
Em qualquer mundo que inventes
O que sentes?
Quando te perdes e vais
Para o cume que não alcanças
Voando demais
Porque não descansas?
Oh, liberta-te da tua depressão
Vem e dá-me a mão
Sou um ansiolítico empenado
Toma-me com cuidado
Sou eu total emoção
Para a tua sorte suja
Mas lavo o coração
Sou a lixívia cuja
Emolção tu tomaste
Lavando o que penses
Toldando o que sentes
Pois me mastigaste
Sou a Arte
Que nunca ousaste.
Vida
A àgua cai
A àgua sobe
O rio vai
E o mar dorme
Acordam as ondas
Levantam as marés
As gaivotas zonzas
Os peixes, bués
O pescador incauto
O barco assustado
O mar irritado
O homem apavorado
Um dia de trabalho
Só sobreviver
Viver é lixado
Quando se tem pouco prazer.
A àgua sobe
O rio vai
E o mar dorme
Acordam as ondas
Levantam as marés
As gaivotas zonzas
Os peixes, bués
O pescador incauto
O barco assustado
O mar irritado
O homem apavorado
Um dia de trabalho
Só sobreviver
Viver é lixado
Quando se tem pouco prazer.
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