Atrás de mim
Nada tenho para esconder
Pois nada é assim
E nada posso perder
Atrás de mim
Tenho um mote que me espera
As portas que abro aqui
São aquelas em que nada impera
Atrás de mim me vejo
Pois nada mais posso ver
E se transparente é o meu desejo
Então opaco é o meu ser
Pois que nada sou eu
E tudo me considero
Porque aquilo que me escolheu
Não é mais que um tempo inserto
Em que a minha sorte me vale
Na verdade sou um insecto
Sou uma libélula elegante
Ou uma mosca irritante
Sou tanto quanto queira
Sou eu de qualquer maneira.
Este poema foi publicado num outro blog, a primeira vez, para satisfazer um dos trabalhos da escola. -(A)A-
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Abraço
Aperta-me.
Encaixa os teus braços nos meus.
Deixa encaixar os que tenho nos teus.
E ficar assim, parados
Quietos.
E sair voando a alma de ternura
Pelo sonho verde da amargura.
Aperta-me,
No teu abraço sentido.
Abraça-me contigo.
Encaixa os teus braços nos meus.
Deixa encaixar os que tenho nos teus.
E ficar assim, parados
Quietos.
E sair voando a alma de ternura
Pelo sonho verde da amargura.
Aperta-me,
No teu abraço sentido.
Abraça-me contigo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Poema dos medos
E são coisas tantas e tão numerosas
Que se me viro para as olhar
Afundo-me no medo de perder as forças
Afundo-me no horror de voltar.
Que se me viro para as olhar
Afundo-me no medo de perder as forças
Afundo-me no horror de voltar.
Àquele tempo em que perdia as palavras para amar sem sentido
Àquele tempo não vivido contigo
Ao saber que nunca se questionava.
Um dia chegará em que nos largamos
Nem que na hora da morte seja
Ou, se por algo, assim também não nos separamos
Leva toda e qualquer parte de mim
Pois eu sei e tenho certeza que morrerá melhor perto de ti.
À Anne...
Um poema, para a minha amiga Liz... inspirado pelo post "Enough."
Eu rodei o que podia
Nestas engrenagens emagrecidas por ti
Tu, que nada fazias
E eu que rodava sem ser só por mim
Usaste pensando que te safarias
Depois da dor que me fizeste sofrer
Pois acredito que passado todos estes dias
Não voltaste a conseguir-me ver
Inteira, completa, em tudo o que sou
Em ti deixei uma parte do que ainda dou
Deste-me o inferno da mágoa
E eu não sei se te dei paga.
Eu rodei o que podia
Nestas engrenagens emagrecidas por ti
Tu, que nada fazias
E eu que rodava sem ser só por mim
Usaste pensando que te safarias
Depois da dor que me fizeste sofrer
Pois acredito que passado todos estes dias
Não voltaste a conseguir-me ver
Inteira, completa, em tudo o que sou
Em ti deixei uma parte do que ainda dou
Deste-me o inferno da mágoa
E eu não sei se te dei paga.
O poema mais bonito
O poema mais bonito que já li
Escreveste-mo tu numa tarde distante
Não escreveste porque to pedi
Veio naquele instante
Não o escreveste com palavras
Usaste os teus lábios para o ditar.
Nunca tive maiores asas
Nem maior altura pra voar.
Escreveste-mo tu numa tarde distante
Não escreveste porque to pedi
Veio naquele instante
Não o escreveste com palavras
Usaste os teus lábios para o ditar.
Nunca tive maiores asas
Nem maior altura pra voar.
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