terça-feira, 14 de setembro de 2010

E então é ser amigo?

Sim, tem sempre imensa graça
Como entra e vem e vai
Como de repente já é desgraça
Quando antes era algo mais

Como era amizade tão fortalecida
À base do que parecia ser real
E, em repente, se faz vencida
Desaparecida como sendo apenas mal.

Como antes se escrevia
E escrevia para escrever
Se dizia porque se queria
Porque havia confiança para dizer.

E, em repente, se vai
Se leva num vento inconstante
O vento, sopra mais
Do que uma amizade sem raiz imperante.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

De ti, completa

Se fossem as letras teclas de piano
Que som iria ser
Melodia, alegre ou pranto?

Perco-me nos teus olhos...

Não tenho forma de me encontrar.

Em qualquer momento, risonhos

São os momentos que posso recordar.

...

O quanto me inspira
Me obriga a sonhar
Recordar, imaginar e pensar

O teu sorriso!

A tua beleza!

A tua arte, a arte de seres tu,

...

Um poema vivo,

Uma música vibrante,

Um fresco pintado,

Da forma mais elegante.

E berrante.

Constragedora, indiferente, triste.

Alegre.

...

Olho a tua foto
O branco da neve

A luz de ti

O castanho do teus olhos.
Perfeitos.

Do teu sorriso.
Belíssimo.

De ti, completa...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ser

Atrás de mim
Nada tenho para esconder
Pois nada é assim
E nada posso perder

Atrás de mim
Tenho um mote que me espera
As portas que abro aqui
São aquelas em que nada impera

Atrás de mim me vejo
Pois nada mais posso ver
E se transparente é o meu desejo
Então opaco é o meu ser

Pois que nada sou eu
E tudo me considero
Porque aquilo que me escolheu

Não é mais que um tempo inserto
Em que a minha sorte me vale
Na verdade sou um insecto

Sou uma libélula elegante
Ou uma mosca irritante
Sou tanto quanto queira

Sou eu de qualquer maneira.

Este poema foi publicado num outro blog, a primeira vez, para satisfazer um dos trabalhos da escola. -(A)A-

Abraço

Aperta-me.

Encaixa os teus braços nos meus.

Deixa encaixar os que tenho nos teus.

E ficar assim, parados
Quietos.

E sair voando a alma de ternura
Pelo sonho verde da amargura.

Aperta-me,

No teu abraço sentido.

Abraça-me contigo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Poema dos medos

E são coisas tantas e tão numerosas
Que se me viro para as olhar

Afundo-me no medo de perder as forças

Afundo-me no horror de voltar.

Àquele tempo em que perdia as palavras para amar sem sentido
Àquele tempo não vivido contigo
Ao saber que nunca se questionava.
Um dia chegará em que nos largamos
Nem que na hora da morte seja
Ou, se por algo, assim também não nos separamos

Leva toda e qualquer parte de mim
Pois eu sei e tenho certeza que morrerá melhor perto de ti.