Deixo-te esta terra perdida
Deixo-te esta maré de gente
Deixo-te uma alma corrompida
E sete quilos de semente.
Filho, repara e sente alto
Vê como é o futuro,
Um assalto,
Que transcende o obscuro
Deixa essas sementes no asfalto
E cria algo, cria vida
Nesta terra ressequida
Por não saber quantos saltos
O Homem já deu
Ou em quantos passos de gigante
Esta terra não morreu...
Diz-me que o futuro que te deixo
Tem ainda algo para dar
Se é esta a última vez que pestanejo
Algo de bom quero deixar
Cria e dá ao mundo
Um pouco mais de sapiência
Mostra que o nosso futuro
É amar a Natureza, não só a ciência...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Merecer o esforço
Eu procuro saber
E por mais que me interesse o que devoro
Às vezes teimo em não aprender,
Só decoro.
Sabes, não que as palavras sejam facas
Que haja frases fortes e fracas
É só que conversar me dá jeito
Pois dá-me a conhecer alegria e aproveito.
Tenho pena de quem vem e depois vá
De quem esteve e já não está
Mas se uma vez me senti abandonado
Porquê passar novamente por esse mau bocado?
Tanto mais que já tive estofo para me recompor
E nariz para captar o perfume do amor
Não vou deitar agora tudo a perder
Pois que quem me deixa, não o pode merecer.
E por mais que me interesse o que devoro
Às vezes teimo em não aprender,
Só decoro.
Sabes, não que as palavras sejam facas
Que haja frases fortes e fracas
É só que conversar me dá jeito
Pois dá-me a conhecer alegria e aproveito.
Tenho pena de quem vem e depois vá
De quem esteve e já não está
Mas se uma vez me senti abandonado
Porquê passar novamente por esse mau bocado?
Tanto mais que já tive estofo para me recompor
E nariz para captar o perfume do amor
Não vou deitar agora tudo a perder
Pois que quem me deixa, não o pode merecer.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
s s s s s s s s s s s s
Amigos, quem os tem
Não sabe o tempo que ficam
Se enquanto o interesse se mantém
Ou até que os seus sentimentos mumificam.
Vêm e vão
Desaparecendo sem razão.
Não sabe o tempo que ficam
Se enquanto o interesse se mantém
Ou até que os seus sentimentos mumificam.
Vêm e vão
Desaparecendo sem razão.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
De um apontamento de inspiração
As cortinas esvoaçavam
Dentro do meu quarto
Dentro de refrões que mascaravam
O meu aspecto magoado.
Pensei em fugir.
Pensei em esconder-me de tudo.
Pensei não existir.
Pensei desaparecer como fumo.
Pensei que não podia viver
Sem ter como me agarrar.
E lutar
Sem corpo para me erguer.
Pois que eu vivo mais,
A cada dia,
O tempo que passou,
Não mais viveria,
E espero mais alguém
Que eu possa amar também,
Espero ver um lume
Uma cara com saúde.
E ser braseiro.
E ser calor.
E ser a vida
E a alegria
E o jeito de viver
De alguém,
(Maior).
Que espalhe em mim
Tudo o que há em si
E me faça assim
Mais um pouco menos eu
Mais um pouco menos só.
Que me faça a mim
Um pouco mais o Universo,
Que me faça a mim,
Não um poema, mas um verso.
E que respire,
A sua emoção!
Que guarde em mim
A sua imagem
E o seu objecto
E que o meu dialecto
Seja apenas ternura e carinho
Como sempre tem sido
Para quem me tem vivido
Por mais que me custe
Morrer, no fim.
Porque morrendo vivo mais
E a morte me traz vida,
Se de amar ainda sou capaz,
Amarei, então.
Dentro do meu quarto
Dentro de refrões que mascaravam
O meu aspecto magoado.
Pensei em fugir.
Pensei em esconder-me de tudo.
Pensei não existir.
Pensei desaparecer como fumo.
Pensei que não podia viver
Sem ter como me agarrar.
E lutar
Sem corpo para me erguer.
Pois que eu vivo mais,
A cada dia,
O tempo que passou,
Não mais viveria,
E espero mais alguém
Que eu possa amar também,
Espero ver um lume
Uma cara com saúde.
E ser braseiro.
E ser calor.
E ser a vida
E a alegria
E o jeito de viver
De alguém,
(Maior).
Que espalhe em mim
Tudo o que há em si
E me faça assim
Mais um pouco menos eu
Mais um pouco menos só.
Que me faça a mim
Um pouco mais o Universo,
Que me faça a mim,
Não um poema, mas um verso.
E que respire,
A sua emoção!
Que guarde em mim
A sua imagem
E o seu objecto
E que o meu dialecto
Seja apenas ternura e carinho
Como sempre tem sido
Para quem me tem vivido
Por mais que me custe
Morrer, no fim.
Porque morrendo vivo mais
E a morte me traz vida,
Se de amar ainda sou capaz,
Amarei, então.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Esquecer de como se ama
Sinto-me atordido!
Não sei se procuro para me acalmar
Se tenho necessidade de amar
Se sou correspondido
Ou se me vejo querido.
A minha vista desvanece-se...
Deixa-me ver, pelos teus olhos
E sentir na tua mágoa...
E por ti viver aos molhos
Bebendo a tua àgua...
Queria ser uma felicidade
Para eu me sentir feliz
Não sei se é ser egoísta
Quando sorrir é a raiz...
E de amar, se me esqueço?
Não sei se procuro para me acalmar
Se tenho necessidade de amar
Se sou correspondido
Ou se me vejo querido.
A minha vista desvanece-se...
Deixa-me ver, pelos teus olhos
E sentir na tua mágoa...
E por ti viver aos molhos
Bebendo a tua àgua...
Queria ser uma felicidade
Para eu me sentir feliz
Não sei se é ser egoísta
Quando sorrir é a raiz...
E de amar, se me esqueço?
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