Ouve-me, quando nada tenho a dizer.
A tua voz é a prosa dos meus dias
O teu toque a maior das poesias
E o teu beijar algo ainda por viver.
O teu existir é o meu pesar
A tua presença causa-me assombro,
Não há forma de me acalmar:
De te amar, quase que morro.
Vejo que és apenas alguém,
Tão perdida quanto me sinto
Será que amo, ou minto?
Amor é palavra quando convém
Para mim nem o faria gesto
Amar é ver-te e tudo o resto...
quarta-feira, 2 de março de 2011
O amor é...?
Amor não é estar perdido,
Nada disso!
É encontrar um caminho
Para entrar num compromisso!
Amar é morrer desgraçado
Pela alegria alheia de amar
Amar é estar sempre trocado
Entre morder e beijar.
Como as estrelas nos olhos dela
A noite é o meu escapar!
As estrelas são quase tão belas
Como a sua forma de amar.
Se assim me faço, improviso
Amar é tudo e nada disso!
Nada disso!
É encontrar um caminho
Para entrar num compromisso!
Amar é morrer desgraçado
Pela alegria alheia de amar
Amar é estar sempre trocado
Entre morder e beijar.
Como as estrelas nos olhos dela
A noite é o meu escapar!
As estrelas são quase tão belas
Como a sua forma de amar.
Se assim me faço, improviso
Amar é tudo e nada disso!
terça-feira, 1 de março de 2011
Lado T(eu)
Bateu-me forte cá dentro
Quando pensava que o momento
Era meu,
Afinal era teu...
Não sabendo por onde seguia
O que podia ver, não via
Se caísse para o lado
Estaria desgraçado
Mas é apenas mais uma forma de sentir!
(Neste momento estou no ir.)
Enquanto me agarro ao que tenho
Despedaço o que vem
Paro no tempo em que venho
Pois para mim não vem ninguém.
Sentir, sentir
Mais uma forma de sentir
Se eu pudesse cessaria
Mas o corpo morre e a alma mirra
Sentir, sentir
Em tudo o que se é capaz
Hábil quando posso sair
Desgraça agarrado...
(Estou melhor do teu lado)
Quando pensava que o momento
Era meu,
Afinal era teu...
Não sabendo por onde seguia
O que podia ver, não via
Se caísse para o lado
Estaria desgraçado
Mas é apenas mais uma forma de sentir!
(Neste momento estou no ir.)
Enquanto me agarro ao que tenho
Despedaço o que vem
Paro no tempo em que venho
Pois para mim não vem ninguém.
Sentir, sentir
Mais uma forma de sentir
Se eu pudesse cessaria
Mas o corpo morre e a alma mirra
Sentir, sentir
Em tudo o que se é capaz
Hábil quando posso sair
Desgraça agarrado...
(Estou melhor do teu lado)
Sem título 2
Abro a porta do meu quarto.
Para não achar nada.
Tudo usado e desolado:
O meu peito partiu em farra
O meu amor partiu guardado.
Deito-me, perdido, sem pensar.
A minha mente vagueia noutro lugar.
O tempo passa, eu já era,
Não sei bem porque o fizera.
Queria amar de novo
Provar da morte o gosto.
Se os teus lábios me tocassem...
Me deixassem pleno de mim,
seguro de um fim
Mas ciente de um começo.
Amava quem não sei se conheço.
Para não achar nada.
Tudo usado e desolado:
O meu peito partiu em farra
O meu amor partiu guardado.
Deito-me, perdido, sem pensar.
A minha mente vagueia noutro lugar.
O tempo passa, eu já era,
Não sei bem porque o fizera.
Queria amar de novo
Provar da morte o gosto.
Se os teus lábios me tocassem...
Me deixassem pleno de mim,
seguro de um fim
Mas ciente de um começo.
Amava quem não sei se conheço.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Virar o mundo, matar
Putas mastigadas
Carnes estragadas
Nada para comer
Tudo a perder.
Deixo a vida a quem quiser
Deixo o sol para levar.
Não quero acordar
Não quero viver!
Sinto o dia a correr
O tempo sem vagar
Nunca passa devagar
E eu sempre neste lugar
O mundo sempre a foder
Quase a perder a cabeça!
Já não sei o que fazer
Quem me salva desta doença?
Amar, para quê amar
Se destrói tudo o que vejo
Somente o que não desejo
Pode cá ficar?!
Saio deste lugar
De cabeça vazia
Não tenho andar
Sou uma anestesia
E paro para pensar
Com o que me resta
Não falta nada
P'ra ficar
Não vou encontrar
Outra forma de ser
Por muito que queira parecer
Não posso mudar
Vou sempre continuar
O mundo é fodido
Faz-me escondido
Do que posso dar.
Já tentei procurar
Cansei-me de cair
Hoje posso virar
O mundo, matar.
Carnes estragadas
Nada para comer
Tudo a perder.
Deixo a vida a quem quiser
Deixo o sol para levar.
Não quero acordar
Não quero viver!
Sinto o dia a correr
O tempo sem vagar
Nunca passa devagar
E eu sempre neste lugar
O mundo sempre a foder
Quase a perder a cabeça!
Já não sei o que fazer
Quem me salva desta doença?
Amar, para quê amar
Se destrói tudo o que vejo
Somente o que não desejo
Pode cá ficar?!
Saio deste lugar
De cabeça vazia
Não tenho andar
Sou uma anestesia
E paro para pensar
Com o que me resta
Não falta nada
P'ra ficar
Não vou encontrar
Outra forma de ser
Por muito que queira parecer
Não posso mudar
Vou sempre continuar
O mundo é fodido
Faz-me escondido
Do que posso dar.
Já tentei procurar
Cansei-me de cair
Hoje posso virar
O mundo, matar.
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